quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Vim visitar o meu blog


Continua lindo! 

Infelizmente não tive tempo de visitar os vossos. 
Lá chegarei...com tempo. Com tempo, lá chegarei...

ps Eu também continuo





quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Para Totós



Andamos todos maravilhados com a nova cultura de informação alavancada pelas redes sociais e afinal isto era tão previsível.

Em 1974, Arthur C. Clark (autor de ‘2001-Odisseia no Espaço’) previa, assim, o futuro da internet:  







domingo, 6 de Julho de 2014

Desde que arranjaram o passeio os candeeiros da rua deixaram de acender à minha passagem


Nunca percebi porque é que os candeeiros ganhavam luz à minha passagem e nem sempre reparava no facto mas, quando reparava a minha imaginação fazia clique e disparava como uma faísca despoletada por um interruptor.
Via, ali mesmo, na minha rua um par de homens altos e verticais que, apesar da expressão fria, assumiam um lado paternal e protetor sempre que me aproximava. Tiravam o chapéu para me iluminar numa vénia e voltavam a colocar assim que entrava em casa, então a rua voltava a ser escura.
Havia dias em que ouvia os morcegos ordenar aos postes ‘Acendam-se, vem aí uma menina!’ .
 A lua, acusava-os de serem preguiçosos ‘Eu também acendo todas as noites!’ dizia, ‘há dias em que minguo e dias em que cresço mas, nunca deixo de acender!’.
As estrelas gozavam-nos, cintilavam de tanto rir. Gozavam-nos a eles e aos homens que tentaram imitá-las com a ciência mas, tudo o que conseguiram foi criar dois monos que não se aguentavam acesos.
Fui dotada de vidência adivinhando o momento a que se faria luz. E, de poderes mágicos! Bastava-me piscar os olhos para iluminar a rua toda.


Bem sei que passava a vida a queixar-me das pedras soltas e que tropeço muito menos agora mas… Sinto falta dos dias em que gerava luz!





sexta-feira, 4 de Julho de 2014

Para além das bolachas, chateia-me o lixo

O lixo e o facto de um de vós andar em França e não me ter convidado...Qual de vós anda na França? 
Eu gostava de ver Paris da França, do alto daquela espécie de poste de alta tensão gigante que eles têm por lá, como viu este senhor (aqui) ... da próxima vez convidam-me, ok?







Para evitar receber comentários de spam bloqueei a possibilidade de comentários anónimos. 
Não me levem a mal, estou farta de comentários que em troca de um elogio me remetem para sites de venda de extensores de pénis e outros produtos igualmente apreciáveis mas, que dispenso.
Fica um email na barra lateral para quem não tiver um user do blogger , ou para aqueles que me queiram contactar de outra forma que não a caixa de comentários.

Usem-no com moderação e ponderação! 
Se o fizerem eu risco de volta.

ps  Agora que já passou esta coisa chata de administrar o blog, vou arranjar um tempinho para vos comentar e fazer um post como deve ser. Os meus queridos seguidores já devem estar fartos destes posts que tenho por aí agendados... 










Culpa das bolachas



Andei uns tempos, ou melhor umas horas o que na era informática com a intensidade a que vivemos o avanço temporal é muito tempo, sem conseguir comentar blogs, nomeadamente o meu e a culpa era das cookies. 
Parece que enquanto eu me controlo para cumprir regras na ingestão de tão agradável snack o meu computador exige para si acesso ilimitado ao mesmo. 






ps Eu sou mesmo 'naba' nestas coisas da informática 




quinta-feira, 3 de Julho de 2014

terça-feira, 1 de Julho de 2014

'Minha Pátria é a língua portuguesa'



'Portuguez, Francez, Inglez, Allemão...'



‘Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente.’

Bernardo Soares, in 'Livro do desassossego'

*imagem: Revista Argus nº1, Maio de 1907


sábado, 28 de Junho de 2014

Gostava de ter conhecido a testa do meu bisavô


Quando era miúda sentia um grande fascínio pela história do meu bisavô. Morreu jovem e longe, não havia muito que contar. Mas, havia um facto que todos acrescentavam como referência quando o mencionavam que me deixava imensamente curiosa. Quando a minha mãe e os meus tios falavam no avô acrescentavam sempre, como se fosse um dado identificativo, ‘voltou da guerra com uma placa de metal na testa’ . Isto fascinava-me! Sentia pena de não ter conhecido a testa do meu bisavô.
Com o tempo esse fascínio desvaneceu, como desvanece o entusiasmo da criança em relação à guerra assim que cresce e a ideia de guerra deixa de estar associada a brincadeira.
Nunca senti o mesmo entusiasmo com outras testas, nem mesmo com a da bisavó.
Esse meu bisavô morreu jovem mas, teve uma vida curiosa. Foi à Grande Guerra, casou com a bisavó e teve, pelo menos, uma mão cheia de filhos.
Tinha um emprego, à época considerado muito bom, era ferroviário. Talvez por isso, por passar parte do tempo longe da família, arranjou uma amante no Porto, com quem teve uma filha. A filha da amante nasceu com dias de diferença para a Tia Néma (Noémia, minha tia em segundo grau). Por precaução, ou outra razão desconhecida, ele resolveu dar à filha da amante o mesmo nome da filha que tivera dias antes com a esposa, ficando com duas filhas Noémia.
Com o tempo o bisavô foi-se afastando da família. Morreu em casa da amante, a família nunca soube onde ele foi sepultado. Mas antes de morrer, à quarta-feira, que era o dia em que a minha bisavó cozia o pão para toda a semana, ele chegava no comboio da tarde, entrava em casa como se nunca tivesse de lá saído, via os filhos, trocava algumas palavras e partia, no comboio da noite, com uma broa acabada de fazer pela esposa que haveria de degustar com a amante.

Quando penso na sua história de vida penso que, de facto, a única coisa que gostava de lhe ter conhecido era a testa, a placa de metal que ele tinha na testa tudo o resto me parece desprezível.






O futuro precipita-se no olhar de um louco




A Europa, de hoje, deve muito a este senhor. Bem ou mal...




Gavrilo Pricip (daqui)


Estudante sérvio da Bósnia, autodeclarado anarquista radical, ligado à organização conhecida como Mão Negra. Desferiu os tiros que mataram, em Sarajevo, no dia 28 de junho de 1914, o arquiduque do Império Austro-Húngaro Francisco Fernando.