segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

sexta-feira, 3 de Outubro de 2014

Estive a falar com as minhas contas bancárias


Dizem que não se incomodariam em fazer striptease, apesar dos 17 euros adicionais que vão passar a receber a partir do final do mês de Outubro.
Mais ainda, dizem que teriam muito gosto em tirar uma selfie nuas, o que me deixou preocupada com a sua sanidade mental. Eu bem que desconfiava que estavam doentes dada a magreza extrema que exibiam ultimamente mas, isto foi a gota de água.







quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Acho uma graça

Aos senhores da google que me substituem as imagens por sinais de proibição a preto e branco...

quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Darwinismo


Sobrevive o que melhor se adapta. Mas, há, nos outros, os que têm direito a um "grand  finale".


sábado, 27 de Setembro de 2014

Coisas que aprendi, nestas férias

O trabalho dos senhores do canal Panda é extraordinário.
Fazem músicas tão boas que conseguem viciar crianças de 8 meses e mulheres de 31 anos...

ps . prometo voltar a ver todos os filmes do Tarkovsky, para me tratar... 

Estranha dor


A de perder o que nunca se encontrou, de facto.

quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Colhi Memórias


A D. Aida anda desgostosa com o seu querido manjerico. Acha que o pobre está a chegar ao fim e questiona-o: - Então? Lembro-me de há umas semanas beberes duas vezes por dia e agora, só bebes de dois em dois dias? O que é que tu me estás a tramar? Teme perder o companheiro que todas as manhãs a cumprimenta da janela da cozinha.
A D. Aida recorda bem os momentos que passou com o manjerico mas, é incapaz de recordar o nosso nome ou identificar a ONG que representamos em regime de voluntariado. 
O Sr. Raul, que afinal tem 96 anos e se reformou antes do 25 de Abril, também não se recorda do nosso nome mas, sabe o código Morse de cor e é capaz de formular frases inteiras cantarolando os pontos e traços como aprendeu quando, ainda antes da tropa, começou a trabalhar nos correios. Ainda se usava o telégrafo.
O vaso de incenso que a Maria do Carmo me deu, está muito bonito mas, às vezes esqueço-me de o regar. 











De repente


Eu, toda fofinha que passei os últimos posts a falar de bichinhos, também eles, muito fofos, olho para o Top Wook de História ali ao lado e deparo-me com o Manifesto Comunista, sentindo-me tentada a realizar todo um ensaio sobre a Esquerda portuguesa no momento actual mas, felizmente não me apeteceu.





terça-feira, 23 de Setembro de 2014

Os nomes dos bichos

Eu não tenho animais de estimação, a casa não serve e nunca tive esse hábito. Exceção feita a alguns pintassilgos que o meu pai levava para casa quando éramos crianças e que desapareciam na boca de um qualquer gato, suficientemente astuto para abrir a gaiola, quando os púnhamos no jardim a apanhar sol. Não chegavam a ter nome.
Sempre me intrigou essa coisa de nomear os animais. Os critérios, a antropomorfização ou infantilização do nome… E a língua dos animais? Porque é que as pessoas não ponderam respeitar a língua dos animais? Seria natural que um gato se chamasse Miauqualquercoisa, um cão Aufqualquercoisa... Não sendo assim, imagino que o animal responde ao nome que lhe dão porque precisa de comer mas, tem um nome secreto, na sua língua, que nunca nos revelará.
Tal como T. S. Eliot explorou no texto ‘The Naming of Cats’ do livro 'Old Pussum's Book of Practical Cats', ilustrado por Edward Gorey.




The Naming of Cats

The Naming of Cats is a difficult matter,
It isn’t just one of your holiday games;
You may think at first I’m as mad as a hatter
When I tell you, a cat must have THREE DIFFERENT NAMES.
First of all, there’s the name that the family use daily,
Such as Peter, Augustus, Alonzo or James,
Such as Victor or Jonathan, George or Bill Bailey —
All of them sensible everyday names.
There are fancier names if you think they sound sweeter,
Some for the gentlemen, some for the dames:
Such as Plato, Admetus, Electra, Demeter —
But all of them sensible everyday names.
But I tell you, a cat needs a name that’s particular,
A name that’s peculiar, and more dignified,
Else how can he keep up his tail perpendicular,
Or spread out his whiskers, or cherish his pride?
Of names of this kind, I can give you a quorum,
Such as Munkustrap, Quaxo, or Coricopat,
Such as Bombalurina, or else Jellylorum —
Names that never belong to more than one cat.
But above and beyond there’s still one name left over,
And that is the name that you never will guess;
The name that no human research can discover —
But THE CAT HIMSELF KNOWS, and will never confess.
When you notice a cat in profound meditation,
The reason, I tell you, is always the same:
His mind is engaged in a rapt contemplation
Of the thought, of the thought, of the thought of his name:
His ineffable effable
Effanineffable
Deep and inscrutable singular Name.